Notícias da Diocese

12 de julho de 2017

Especial RCC: 50 anos de avivamento no Espírito Santo

Jornal Expressão

Fevereiro de 1967: Durante um retiro de estudantes na Universidade Duquesne, em Pittsburgh (Pensilvânia – EUA), nascia a Renovação Carismática Católica (RCC). Movimento que hoje está presente nos cinco continentes.

Segundo dados da secretaria internacional da RCC, atualmente o movimento está presente em mais de 200 países. Em cada lugar assume o estilo, forma e característica específica da realidade, mas sempre mantendo o carisma fundacional: a efusão do Espírito Santo.

No Brasil, a RCC teve início na década de 70, em Campinas (SP), por meio dos padres Haroldo Joseph Rahm e Eduardo Doughert.

Na Diocese de São José dos Campos o movimento tem cerca de 30 anos e atualmente conta com mais de 140 grupos de oração espalhados por todas as paróquias, nas seis cidades que compreende nossa Igreja Particular.

“Nós acreditamos que a ação do Espírito de Deus não se restringiu apenas a uma época, pois Ele renova sua Igreja diariamente. Somos um Movimento que tem testemunhado, para a glória de Deus, vidas sendo transformadas, famílias sendo restauradas. Pois, acreditamos firmemente que a única cultura capaz de fecundar a civilização do amor é a Cultura de Pentecostes”, assim encontramos nos documentos da RCC.

Jubileu em Roma. No dia 3 de junho, membros do mundo todo se reuniram em Roma, no Circo Máximo, com o Papa Francisco, para uma grande Vigília ecumênica de Pentecostes. As comemorações iniciaram na manhã do dia 31 de maio, com a Audiência Geral do Papa e se concluíram no Domingo de Pentecostes, dia 4 de junho, com a celebração na Praça São Pedro.

Testemunho. A jovem Maria Teresa Rosa, de São José dos Campos, esteve presente em várias atividades deste jubileu em Roma e contou para o Jornal Expressão como a RCC faz parte da sua história e como foi participar desse momento único para a Igreja Católica.

Ministra da Eucaristia e fundadora do grupo “Geração João Paulo II”, Tetê como é conhecida, participa das paróquias Catedral São Dimas e Sagrada Família, em São José dos Campos. Atualmente está cursando “Teologia Espiritual” com ênfase em formação de formadores e espiritualidade juvenil, na Universidade Pontifícia Salesiana, de Roma.

O início. Aos 12 anos, Maria Teresa começou a participar do GOSD (Grupo de Oração São Dimas), na Paróquia Sagrada Família. Aos poucos, a experiência em fazer um encontro pessoal com Jesus Cristo e o exercício da fé, ajudaram no seu amadurecimento.

“Participei do GOSD por 11 anos e ali fui desde a mais nova, descompromissada, imatura, que vivia no fundo, saindo sempre para “beber água” e dando risada, até a pessoa que estava à frente, como coordenadora, encorajando os outros a serem comprometidos e viverem bem a experiência de fé ali proposta”, conta a jovem.

Desde os 6 anos junto com os pais em um ambiente pastoral, costuma dizer que não teve um dia de mudança radical de vida, mas conta que que foi por um grupo de oração que aprendeu a ter intimidade com Jesus e docilidade ao Espírito para buscar viver a vontade de Deus, “isso é algo fundamental para mim até hoje, 21 anos depois”, comenta.

Jornal Expressão: Com relação a participação do Jubileu de Ouro da RCC, em Roma, como foi participar desde momento histórico?

Maria Teresa: Viver Pentecostes junto ao Papa durante o Jubileu dos 50 anos da RCC foi uma graça que eu ainda não consigo medir. Foi incrível ver pessoas de tantos países do mundo juntas rezando, cantando, partilhando, buscando a atualização de pentecostes em suas vidas. Durante toda a semana aconteceram vários eventos. Eu estive presente no Convênio Teológico onde pude ouvir, entre outros, o Fr. Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia. Estive no encontro onde o Monsenhor Jonas Abib pregou, no Jubileu das Novas Comunidades, na Vigília e na Missa no Vaticano. O que eu percebi de comum em todos esses momentos foi uma chamada de atenção para a vivência da unidade, o Espírito é o vínculo da unidade. Unidade entre os cristãos (tanto que a Vigília foi ecumênica, teve pregação do Papa Francisco e também de um pastor), unidade entre aqueles que fazem parte dessa corrente de graça carismática e suas paróquias, entre os grupos de oração, entre os grupos e as novas comunidades, entre todos!

JE: Quais os frutos você vê ao longo desses 50 anos de história da Renovação Carismática?

Maria Teresa: São muitos os frutos, mas talvez um dos maiores tenha sido conduzir às pessoas a experiência de um encontro pessoal com Jesus através do qual suas vidas são transformadas e a abertura à vivência dos carismas de uma forma intensa e ousada e para assim serem testemunhas do quanto a graça de Deus atua hoje na vida das pessoas como atuava na época dos Apóstolos.

JE: Como o carisma da RCC ajuda a agir diante dos desafios do mundo contemporâneo?

Maria Teresa: Com esperança, com a certeza de que a graça de Deus nos guia e sustenta e com muita abertura e docilidade ao Espírito, porque é ele “quem vem em auxílio à nossa fraqueza”, “quem nos ensina o que dizer” e quem nos indica como agir em cada situação concreta da nossa vida cotidiana para que sejamos luz no mundo.

JE: Conte um pouco sobre seus estudos em Roma, atividades que anda fazendo por aí e experiências que queira partilhar….

Maria Teresa: Estou fazendo especialização em Teologia Espiritual, com ênfase em formação de formadores e espiritualidade juvenil, na Universidade Pontifícia Salesiana. Estudo com pessoas do mundo inteiro, sou praticamente a única leiga e brasileira, a maioria são padres ou religiosas da África e Ásia, embora haja europeus e latinos também. Meus professores são muito bons e vários trabalham no Vaticano.

Aqui meu cotidiano é voltado totalmente para os estudos, que eu vejo como uma ocasião ímpar de aprofundamento para que ao retornar para o Brasil eu possa servir mais e melhor. Cheguei em Roma durante o Ano da Misericórdia, estive no Jubileu da RCC, o Vaticano, as igrejas, as ruas onde tantos santos viveram tornam Roma incrível, mas o que mais tem me tocado é a experiência da Divina Providência que se manifesta desde o modo como vim parar aqui, sem ter dinheiro e sem saber falar italiano, até os menores detalhes cotidianos. Não tem conhecimento ou experiência internacional-eclesial que valha mais do que perceber-se sob o cuidado de Deus em todos os momentos.

Rezo sempre por nossa Diocese e tenho sempre nossos desafios pastorais presentes no meu coração. Com a graça de Deus, espero em breve poder colocar tudo o que aqui tenho aprendido a disposição de vocês. Muito obrigada pelas orações e apoio.






CatolicaSJC Ano Mariano

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